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Remédios e planos de saúde têm maior peso na inflação e índice sobe 0,22% em abril
11 Maio 2018 | Categoria: Saúde
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Resultado acumulado em doze meses foi de 2,76%
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Remédios e planos de saúde tiveram o maior peso na inflação em abril e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,22%. Em março, a taxa foi de apenas 0,09%. Remédios tiveram alta de 1,52% - devido ao reajuste anual que entrou em vigor em 31 de março - enquanto planos de saúde avançaram 1,06%.

Diante desse comportamento, o grupo Saúde e Cuidados pessoais teve alta de 0,91% e responderam por metade da alta do IPCA de abril, com 0,11 ponto percentual. A expectativa do mercado, segundo sondagem da Bloomberg, era de alta de 0,28% na inflação do mês de abril.

A alta nos planos de saúde, segundo Fernando Gonçalves, coordenador do índice de preços do IBGE, ainda é reflexo do reajuste de 13% autorizado no ano passado para contratos individuais. O índice é aplicado no mês de aniversário do contrato. Como o IPCA está muito baixo, em abril os planos de saúde acabaram tendo peso maior.

- O reajuste dos planos de saúde individuais, no ano passado, foi de 13%. Além disso, ele tem um peso de cerca de 4% no no índice. Como os outros itens que compõem o IPCA registraram variação um pouco menor em abril, houve essa predominância do item planos de saúde no índice de abril - explicou Gonçalves.

Nos quatro primeiros meses do ano, a inflação chegou a 0,92%, a menor taxa para o período desde o Plano Real. Já o resultado acumulado em doze meses ficou em 2,76% em abril, frente a 2,68% em março, após desacelerar por três meses seguidos. Mesmo assim, a taxa é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado (4,57%) e bem abaixo da meta estabelecida pelo Banco Central (BC) de inflação: 4,5% este ano.

- Desde julho de 2017, já são dez meses em que a taxa acumulada em 12 meses está abaixo de 3% - destacou Fernando Gonçalves.

Ele afirmou que, se a safra tiver um bom ano, pode repetir o efeito positivo observado em 2017, quando ajudou a segurar os preços:

- Se tivermos uma boa safra como no ano passado, a alimentação pode contribuir para segurar o índice de inflação. Caso o mesmo comportamento do ano passado se repita, podemos esperar que alimentos segurem essa taxa. Mas é preciso esperar questões como chuva e outras variáveis envolvidas na produção de alimentos - pontuou Gonçalves.

Na avaliação de Luis Otávio Leal, economista-chefe do banco ABC Brasil, os possíveis reflexos da alta do petróleo podem ser atenuados pela deflação das carnes.

- O impacto do aumento no preço dos combustíveis derivados do petróleo podem ser amortecidas, no índice geral, pela deflação da carne e do frango. Temos uma pressão nos combustível por causa da política de preços na Petrobras, as recentes altas no dólar e o recente aumento no barril do petróleo. Por outro lado, temos esse choque de oferta de frango, o que vai influenciar em toda a cadeia de carnes.

O preço da carne teve deflação, com queda de 0,31% em abril. Além disso, o frango ineiro também manteve o índice de queda, com recuo de 2,08% em abril. A suspensão das importações de frango brasileiro feito pela União Europeia e pela Rússia contribuem para esse cenário de deflação do produto no mercado interno.

Em um ano - nos doze meses acumulados até abril -, a carne caiu 3%. Já o frango inteiro acumula queda maior, 8,12% no período.

No Rio, inflação avança 0,30%

No Rio de Janeiro, a inflação avançou 0,30%, acima da média nacional. As maiores variações em abril foram nos seguintes grupos: Saúde e cuidados pessoais (1,10%), Habitação (0,91%) e Vestuário (0,83%). Já Artigos de residência e Alimentação e bebidas apresentaram deflação de 0,44% e 0,29%, respectivamente.
Fonte: O Globo

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